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Conhecendo The Legend of Zelda: Breath of the Wild

A Nintendo escuta o mercado ocidental e volta a inovar neste título que mostra como incentivar a exploração e dar liberdade ao jogador podem fazer a diferença. A Hero Quest te convida a conhecer The Legend of Zelda: Breath of the Wild.


  • Nome: The Legend of Zelda: Breath of the Wild
  • Plataforma: Wii U
  • Lançado: 03/03/2017
  • Finalizado: 15/04/2017
  • Duração: 60 Horas


intro

The Legend of Zelda - Breath of the Wild é um jogo que muitas pessoas estavam esperando há anos. Anunciado em 2011, era para ser o Zelda do Wii U, mas acabou que demorou tanto que em 2017 também chegou para o Nintendo Switch. Todo esse atraso fez o jogo sofrer várias alterações, mas o foco aqui se manteve o mesmo: Dar a liberdade de exploração ao jogador.

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historia

Calamity Ganon derrotou a todos e somente Zelda conseguiu resistir, se tornando a barreira final que impede a conquista de Hyrule. Link que esteve dormindo por 100 anos, finalmente desperta para poder ajudar Zelda e derrotar a Calamity Ganon de uma vez por todas, e para isso conta com a ajuda dos 4 guardiões das 4 bestas sagradas.

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Parte Boa

A Monolith Software

A equipe da Monolith ajudou a equipe principal no desenvolvimento desse novo Zelda, já que estavam tendo problemas para gerenciar um mapa tão grande. A equipe da Monolith veio para deixar o mapa mais denso, onde não importa o que o jogador faça, ele será recompensado de alguma forma, seja encontrado algum item, inimigo ou até mesmo uma vista maravilhosa.

A Monolith já tinha muita experiência com esse tipo de exploração, emprestando vários recursos de sua própria engine, que cumpriu muito bem este papel em outros jogos da empresa, como a série Xenoblade por exemplo.

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A exploração

A própria equipe de desenvolvimento comentou que estavam atentos ao mercado internacional, e citam que sua inspiração veio de jogos como The Elder Scrolls - Skyrim por exemplo.

O mapa além de grande, é variado, contendo todo tipo de ambiente: Florestas, Montanhas, Geleiras, Desertos, e etc. Pra quem quiser explorar cada canto deste mundo, vai ter um bom trabalho, mas se você se considera um explorador, esse jogo vai ser um prato cheio. Ainda bem que cada região conta com uma torre no estilo Assassin 's Creed, que nos dá a visão do mapa para ajudar na exploração.

Outro ponto interessante é que quase tudo que você vê no mapa, é possível alcançar. Quase tudo porque existem áreas com abismos que te impossibilita atravessar, uma maneira inteligente de limitar o jogador sem a necessidade de adicionar paredes invisíveis que quebram com a imersão do jogador.

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A variedade de coisas para fazer

Esse é um jogo que tem muita coisa para fazer. Dá para domar os cavalos, cozinhar e inventar suas próprias receitas, jogar boliche, ter sua própria casa, além de coisas básicas como nadar, escalar e planar quando saltamos de lugares altos. É bem comum você ir para algum lugar, e de repente perder horas em outras atividades que não tinham nada a ver com o seu objetivo inicial.

É possível coletar itens e usá-los para criar coisas como fogueiras e poções. Algumas melhorias só ficam disponíveis quando você tem um determinado número de um item, o que incentiva ainda mais a exploração. Lembrando que todo inimigo derrotado também é garantia de receber novos itens.

Existem 4 missões principais, que são relativamente grandes, mas não tanto quando comparadas aos jogos anteriores. Existem 4 bestas gigantes espalhadas pelo mapa, que temos o objetivo de derrotar, lembrando que isso é totalmente opcional, já que o jogador pode simplesmente ignorá-las e enfrentar o chefe final imediatamente, mas ao derrotar cada besta, recebemos excelentes habilidades que vai tornar o jogo mais acessível, como reviver uma vez depois que seu HP é zerado por exemplo. Mas não se engane, pois uma vez que utilizamos essas habilidades, elas entram em cooldown e demoram um tempo considerável para voltar a estar disponível novamente, sem destruir o desafio do jogo.

Também existem 120 templos escondidos pelo mapa, que são calabouços com desafios menores. Ao cumprir esses desafios, vamos receber orbs que podemos trocar por mais vida ou mais estamina. A vida é para poder apanhar mais, e a estamina é para poder correr ou escalar por mais tempo. Esses desafios do templo podem ser divididos entre salas que temos que eliminar os inimigos, ou salas onde temos que solucionar algum quebra-cabeça.

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Armamento variado

Quase todo inimigo derrotado, nos vai deixar uma arma. Cada arma dá uma quantidade de dano variado, e pode possuir algum tipo de elemento como gelo, fogo e trovão. Dependendo do tipo da arma, vai alterar a nossa movimentação e estilo de luta. O jogo apresenta uma boa variedade de armas, onde temos: espadas, machados, arco e flecha, cajado, braço de esqueleto entre outros.

Também podemos encontrar ou comprar outros equipamentos como escudos e armaduras, e por último, é possível expandir o nosso limitado inventário com o auxílio das Sementes Korok, que são 900 sementes que estão espalhadas por todo o mapa, mas que nem de longe é necessário recuperar todas, e os próprios desenvolvedores fizeram piada disso, caso consigamos encontrar todas as sementes.

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Competência técnica

Com certeza esse é o jogo mais inovador comparado aos últimos títulos de Zeldas. A física aqui é incrível e funciona de uma forma que eu nunca vi em nenhum outro jogo. Quando vemos uma tormenta de chuva com relâmpago, nossa espada de ferro vai atrair os raios, assim como o vento pode espalhar fogo na direção correspondente. Você pode até mesmo derrubar uma árvore e usar como ponte caso necessário, e nesse aspecto de física, o jogo é impecável.

Quando estamos em algum ponto bem alto do mapa, temos uma excelente impressão de profundidade do mapa, e conforme nos aproximamos da terra firme, o jogo automaticamente vai ajustando a nossa visão, removendo o aspecto de profundidade, sem quebrar a imersão do jogador. O mesmo efeito acontece com os guardiões, por exemplo, sentimos que realmente estamos em cima de um gigante e não de um mapa de calabouço. É difícil explicar essa sensação já que é algo que apenas outros jogos da Monolith conseguiram me passar.

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Parte Ruim

Uma história simplista

A história é bem simples e quase inexistente, com o único intuito de dar um objetivo final ao jogador. Infelizmente para conseguir dar liberdade ao jogador, que pode sair a enfrentar o chefe final aos 5 minutos de gameplay, se tiver a habilidade necessária é claro, a equipe de desenvolvimento optou por deixar tudo bem simples. Esse foi um grande alvo de críticas, já que a franquia Zelda é conhecida por saber contar boas histórias.

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Pode ser um jogo bem repetitivo

Apesar de 120 templos parecer uma boa idéia, eles acabam se tornando bem cansativos depois de algumas horas de jogatina. Comparado com a dificuldade de encontrar e terminar um templo, a recompensa não vale tanto a pena, pois é necessário completar 4 templos para aumentar 1 parâmetro. No final das contas, são poucos os que completam pelo menos a metade dos templos.

Outro problema que parecia ser uma boa ideia, é a mecânica de cozinhar. Depois de 20 horas de jogo, já não queremos ver animação do Link cozinhando só para poder recuperar um pouco de vida. Se pudesse saltar a parte de cozinhar e apenas utilizar os itens para recuperar HP, seria bem melhor.

Também existem muitas missões que são bem ruins, como por exemplo: Entregar determinada quantidade de um item, levar item A para a pessoa B, chegar ao ponto B em determinado tempo, tirar uma foto de um lugar específico do mapa entre outros. Particularmente missões assim servem somente para inflar as horas de jogatina, e não existe nenhuma necessidade nisso.

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Armas descartáveis

Acredito que esse é um dos maiores problemas do jogo. Apesar de existir uma boa variedade de armas, não podemos nos apegar a nenhuma, porque todas as armas são feitas de papel. Após utilizar as armas apenas algumas vezes, ela se quebra e temos que trocar por outra qualquer para seguir lutando.

Algumas pessoas defendem essa mecânica dizendo que é para passar a sensação de perigo, e que você sempre tem que pensar em maneiras diferentes para superar os obstáculos. Mas com certeza seria muito mais divertido e recompensador se pudéssemos de alguma maneira manter um equipamento de maneira definitiva, sem a necessidade de trocar depois de derrotar 2 inimigos diferentes.

Até mesmo a Master Sword se quebra facilmente, e a única diferença é que ela entra em espera, e se recupera depois de uns 5 minutos. Tem como deixar ela um pouco menos pior, mas ainda é bem frustrante ter que usar um porrete de madeira porque a sua Master Sword está se recuperando.

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Dificuldade

Esse Zelda é bem difícil no início, e logo nos primeiros minutos podemos encontrar inimigos que nos matam de maneira instantânea quando somos atingidos.

Existem vários inimigos, que não importa o nosso equipamento, é melhor correr pois o combate não vale a pena, pois os itens adquiridos não são bons. Em contrapartida, existem inimigos que derrotamos com apenas 1 golpe, ou seja, a impressão que eu tenho é que no desenvolvimento tiveram equipes que queriam ver o circo pegar fogo, enquanto outros queriam apenas um passeio no lago, algo que poderia ser otimizado em algum momento.

Alguns templos têm um quebra-cabeça bem sem noção, como por exemplo ter que memorizar uma determinada ordem que encontramos no templo A para poder utilizar no templo B. Parece que construíram esses templos pensando em vender guias do jogo, ainda que acho difícil que essa prática seja comum hoje em dia, quem sabe lá no Japão.

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Amiibos

O uso de Amiibos servem apenas para adicionar algumas armaduras e armas especiais que nem são tão úteis, é mais por um tema de cosmético mesmo. O único diferente é o Wolf Link, que te adiciona um lobo de companheiro na aventura controlado pelo NPC. Particularmente eu sou contra qualquer tipo de DLC, então deixo como ponto negativo.

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Conclusão

RankA

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um excelente jogo que definitivamente merece ser conhecido. Com um mundo bem desenhado que incentiva a exploração, uma física de fazer cair o queixo e um gameplay divertido, que apesar de se tornar um pouco repetitivo ou frustrante com a constante quebra de arma, ainda assim vale muito a pena.


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 Sogoken
04/06/2017 
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