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Persona5 Persona5

Conhecendo Persona 5

A Atlus decide ir contra as tendências do mercado, e tenta provar que jRPG de batalha de turno ainda pode ser atual e divertido. A Hero Quest te convida a conhecer Persona 5.


  • Nome: Persona 5
  • Plataforma: Playstation 4
  • Lançado: 04/04/2017
  • Finalizado: 11/06/2017
  • Duração: 130 Horas


intro

Lançado pela Atlus em 2016 no Japão, e em 2017 para o resto do mundo, Persona 5 é a continuação da série Persona, que apesar de ser uma subfranquia da série Shin Megami Tensei, se tornou bastante popular por apresentar uma abordagem menos obscura, mais moderna e atual.

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historia

Tudo começa quando somos acusados injustamente de ter agredido um magnata importante, e acabamos sujando a nossa ficha de antecedentes criminais, e graças a isso somos expulsos da nossa escola. Para poder seguir estudando, nos mudamos de cidade e passamos a viver de favor com um amigo da família.

Como se tudo isso não fosse o suficiente, a polícia nos vai observar durante um ano completo, e caso não cometamos nenhuma infração, eles vão decidir se limpam a nossa ficha ou não, algo que é extremamente importante para quem quer ser um bom cidadão respeitado no Japão.

Depois de alguns acontecimentos, descobrimos que temos uma espécie de poder, que nos permite entrar no subconsciente de algumas pessoas, e de uma forma subliminar podemos alterar as convicções e até mesmo a personalidade da vítima, e para realizar essa mudança, o jogo simboliza tudo através de um roubo do coração, que é a representação dos sentimentos, desejos, preocupações e medos.

Com o desejo de mudar o mundo, a trama vai desenrolando, passamos a fazer parte do grupo conhecido como The Phantom Thieves, e vamos criando novos laços com outras pessoas enquanto a história vai avançando.

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Parte Boa

A narrativa

Quase tudo tem algum simbolismo ou críticas à sociedade, que é passada ao jogador de uma maneira bem natural e orgânica.

Como o personagem principal mudou de cidade, tudo que acontece é novidade para ele, e também para o jogador, e desta forma vamos experimentando o mundo de Persona 5 na medida em que as coisas acontecem.

Vamos encontrando vários personagens secundários que vão dando mais contexto para a narrativa, e apesar de tudo isso ser opcional, é bastante recomendável explorar essas interações, pois além de ajudar na imersão, garanto que você vai acabar se apegando a algum personagem. Talvez essas relações podem até mesmo terminar em um romance, e não é atoa que os fãs de Persona brigam até hoje para decidir quem é a melhor Waifu.

O jogo faz o favor de sempre quebrar a nossa expectativa, e isso nos deixa interessados no que vai acontecer depois e não largamos mais o controle, e o nosso esforço é correspondido porque tudo se torna mais interessante conforme avançamos na história.

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O polimento técnico

O jogo é extremamente bonito e tudo nele flui bem. As animações de transição de combate e menús são rápidas e suaves, e tudo com bastante identidade e estilo, algo que nunca vi ser tão bem explorado em outros jogos, muito menos em jrpg.

Falando em combate, ele também é rápido e preciso, geralmente com um toque de botão você consegue executar a maioria das ações necessárias. Já no departamento de áudio o jogo conta com excelentes temas e músicas, do tipo que dá vontade de guardar na sua playlist para escutar depois.

Também existem cenas animadas que são de ótima qualidade, e todas produzidas pelo estúdio Production I.G que também é responsável por séries como Ghost in the Shell e Attack on Titan.

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O sistema de batalha

Apesar de Persona 5 apresentar um sistema clássico de combate em turno, os desenvolvedores modernizaram tudo para que seja agradável aos jogadores.

Podemos atacar normalmente, utilizar magias e itens, mas o diferencial mais importante é que podemos colecionar, personalizar e fusionar o que o jogo chama de Personas.

Persona é o ego que é representado como uma espécie de monstros que invocamos para nos ajudar durante as batalhas, e todos os membros do nosso grupo podem utilizar um único Persona, menos o protagonista, que por ser um reflexo genérico do jogador, pode utilizar várias Personas sem restrição.

Para recrutar um Persona, temos que negociar com eles, e essa negociação funciona por forma de conversação, extorsão de dinheiro ou até mesmo por intimidação. A vantagem de ter várias Personas é que todas possuem uma determinada afinidade de magia, pontos fracos e fortes, então a mecânica de fusionar dois ou mais Personas serve para alterar esses parâmetros, nos dando mais opções de ataques mágicos que vão ser vitais durante as batalhas.

Cada vez que atacamos o ponto fraco dos inimigos, por exemplo, utilizando magia de água contra um inimigo que possui essa debilidade, o deixará atordoado por um turno. Caso consigamos atordoar todos os inimigos no mesmo turno, podemos efetuar um ataque de grupo para dar um dano extra. Utilizando esta técnica, é possível vencer várias batalhas sem nem mesmo tomar dano, mas por outro lado, os inimigos também poderão utilizar essa mecânica contra nós.

Outra mecânica que é bastante explorada aqui, é a habilidade de alterar os status de maneira temporária, ou seja, diminuir a defesa de um inimigo realmente faz diferença, e o bom é que qualquer uma dessas mecanicas podemos utilizar em qualquer luta, até mesmo contra o chefe final por exemplo, e isso é algo que não vemos em outros jogos do mesmo gênero, como a série Final Fantasy por exemplo.

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A parte social

O jogo é dividido entre as partes que passamos explorando os mais diversos calabouços enquanto lutamos contra várias Personas, e as partes onde temos que viver a nossa vida escolar, podemos estudar, fazer exames, interagir com outras pessoas, jogar videogame, ver filmes, pescar, comer e etc.

Cada vez que executamos alguma destas atividades, podemos ir aumentando o nosso status social, que serve para poder interagir melhor com outros personagens, e essa interação como disse anteriormente é bem interessante pela narrativa, mas também é importante porque assim podemos habilitar novas habilidades e obter Personas mais poderosas.

Aumentar nossa amizade com o político, vai aumentar a nossa habilidade de persuadir outras Personas por exemplo.

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Parte Ruim

A dificuldade

Bom, já comentamos sobre as maravilhas do sistema de batalha, e como as mecânicas funcionam para os dois lados. Isso significa que se não colocamos atenção no que está acontecendo, os inimigos podem facilmente nos apresentar a tela de Game Over.

Além disso, cada vez que entramos em um calabouço, não existem lugares para recuperar o nosso HP ou MP, então se não nos preparamos e compramos vários itens antes de nos aventurar, podemos passar por muita dificuldade, pois enfrentar um chefe sem magia é pedir para perder.

Falando em perder, cada vez em que perdemos, o jogo vai automaticamente carregar o último arquivo que salvamos e não existe salvamento automático, então se fazemos o calabouço completo e morremos contra o chefe, temos que recomeçar do zero. Existem algumas salas seguras espalhadas pelo mapa, que são lugares específicos onde podemos salvar o nosso progresso, então a recomendação aqui é salvar sempre que possível e manter múltiplos arquivos por segurança.

É importante comentar que existe o modo de jogo fácil, onde os inimigos praticamente se tornam peso de papel, mas eu acho que sentir medo de ir mais a fundo em um calabouço desconhecido faz parte de ser um verdadeiro Phantom Thief.

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Correr contra o tempo

Tem muita coisa para fazer nesse jogo, mas infelizmente somos limitados a 2 eventos por dia, ou seja, se não gerenciamos muito bem os próximos passos, vamos acabar o mês sem estar devidamente preparados para o que vamos enfrentar.

Isso acontece porque em cada arco da história temos como 1 mês para chegar até o final do calabouço, e quando não estamos batalhando, estamos desenvolvendo nossa vida social, e infelizmente o jogo não nos permite fazer tudo ao mesmo tempo.

Sei que tomar decisões importantes é uma mecânnica do jogo, e os desenvolvedores sabem que vamos falhar neste processo, tanto que adicionaram a mecânnica de New Game Plus, que nos permite reiniciar a história depois de completar o jogo, mantendo nossas habilidades e Personas. Apesar do New Game Plus adicionar novas missões para não deixar o jogo tão repetitivo, isso nos traz o inconveniente de que poucas pessoas têm a coragem necessária para terminar pela segunda vez um jogo que dura mais de 100 horas.

Até que é possível completar todas as histórias paralelas em uma única partida, mas o uso de um bom guia se torna quase obrigatório, pois o jogo exige decisões quase perfeitas, e existem dias em que não podemos fazer nada por temas de roteiro, além de atividades que só podem ser executadas em momentos específicos entre outras coisas que servem apenas para tirar a calma de qualquer pessoa que busca o final verdadeiro.

E é importante ter como consideração que o final verdadeiro te adicionam mais de 30 horas de jogo, que são divididas entre a narrativa e o gameplay.

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Conclusão

RankA

Persona 5 demorou 6 meses para ser traduzido do Japonês ao Inglês, devido a quantidade de conteúdo que o jogo oferece. Apesar de ser quase impossível conseguir o final verdadeiro na primeira partida, a história é bem escrita e o combate é complexo e divertido, um excelente título que veio com força total para agradar aos fãs de JRPG, e apresentar esse gênero aos novos jogadores.


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 Sogoken
23/06/2017 
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