Hero Quest

Sogoken 08/04/2018
Dragon Quest VIII

O Dragon Quest favorito de todos

Dragon Quest VIII

Esse foi o primeiro Dragon Quest que tentei jogar, mas desisti no início pois achei o título chato, lento e arcaico. Será que eu estaria enganado?

  • Nome: Dragon Quest VIII - Journey of the Cursed King
  • Plataforma: 3DS
  • Lançado: 20/01/2017
  • Finalizado: 25/03/2018
  • Duração: 58 Horas

Sumario

Introdução

Parte Boa

Parte Ruim

Conclusão

intro

Originalmente lançado em 2004 pela Level-5 para o Playstation 2, este foi o primeiro jogo da série que recebeu o nome original Dragon Quest (antes Dragon Warrior) no ocidente.

Uma curiosidade é que como Dragon Quest não era tão forte no ocidente, esse título quando lançado no ocidente veio com a demo do Final Fantasy XII, o que fez com que várias pessoas comprassem esse título, só para poderem jogar a demo.

Mas será que Dragon Quest VIII é pior que Final Fantasy XII e não merece ser jogado?

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História

A história do jogo é bem simples na verdade. Aqui seguimos a história do Herói que era um guarda comum do Castelo de Trodain, que foi atacado por um bobo da corte (jester) que buscava um antigo cetro mágico com poderes misteriosos que estava ali selado. Quando o Castelo de Trodain foi atacado, o Rei de Trodain foi transformado em um Troll e sua filha, a princesa, foi transformada em um cavalo.

O Herói milagrosamente sobreviveu ao ataque, e se junta ao Rei e sua filha em busca do bobo da corte misterioso, na tentativa de recuperar o cetro roubado e acabar com a maldição do Rei.

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Parte Boa

Personagens bem trabalhados

Durante a jornada encontramos 3 personagens e outros 2 extras da versão 3DS que vão nos acompanhar na aventura. É importante comentar que cada um dos 3 personagens tem sua própria motivação para se juntar ao Herói e todos são extremamente bem trabalhados.

Cada personagem tem sua personalidade única, e no decorrer do jogo conhecemos mais sobre o passado de cada deles. Todos os personagens são carismáticos e no final, nos importamos com cada um deles.

Não quero estragar a experiência de ninguém com spoilers, porque os personagens são justamente o ponto mais forte do jogo, e o ideal é que você conheça cada um deles, mas é interessante comentar que existe plot-twist dentro da história envolvendo a sua party, que conseguiu me pegar de surpresa.

Outro ponto legal, é o chat opcional entre a sua party. Apertando o botão Y, você pode conversar com cada membro da party e os diálogos vão alterando dependendo do momento e o local que você esteja, além dos membros da sua party te dar algumas dicas do que deve ser feito a seguir.

Os diálogos também vão mudar dependendo do NPC que você está conversando, e quais membros da party estão ativos, mas infelizmente isso não aplica bem para os 2 personagens extras, já que eles foram encaixados ali para a versão do 3DS.

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Melhorias e boas mecânicas

Além dos 2 personagens extras da versão do 3DS que comentei anteriormente, existem outras melhorias em relação aos títulos anteriores que vou citar a seguir.

Esse foi o primeiro Dragon Quest totalmente em 3D, onde temos a opção de controlar a câmera em 360 graus.

Agora as cenas e diálogos importantes contém dublagem das falas, o que dá maior imersão ao jogador, e que na minha opinião é super bem-vindo.

Na versão 3DS existe a opção de acelerar as lutas em até 2x, e também podemos ver todos os inimigos caminhando pelo mapa, abandonando o antigo e cansativo sistema de batalha randômica (exceto quando estamos navegando com barco).

Voltou o ciclo de dia e noite, que é uma mecânica que não víamos desde Dragon Quest V, e que pode ser ativada quando descansamos em algum inn, ou com o passar natural do tempo.

A mecânica de metal slime está de volta, que se bem explorada, nos permite subir vários leveis sem depender de muito grind, já que os metal slimes dão pontos de experiência de forma absurda.

Existe agora um sistema de alquimia onde podemos misturar até três itens para criar itens (melhores ou piores), dando uma versatilidade maior para o gameplay. Podemos experimentar e combinar os itens às cegas, ou podemos encontrar receitas de combinação enquanto conversamos com npcs ou quando lemos livros durante a jornada.

E por último podemos recrutar monstros para lutar na arena de monstros, que é uma espécie de side quest, onde temos que ganhar um torneio com nossa equipe formada por três monstros. O único ponto negativo dessa batalha é que os monstros lutam com inteligência artificial, e não temos nenhum controle além de rezar para que eles não façam besteira.

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Final e extras

A história é boa, nos mantém interessado e todos os finais são extremamente satisfatórios. O chefe final possui uma mecânica única e especial para ser derrotado, algo que dá um frescor para a batalha final, já que é uma mecânica que é utilizada somente ali. Depois de vencer o último boss, temos um final interativo.

O jogo tem basicamente três finais: O normal, o verdadeiro e o exclusivo da versão 3DS que envolve a Jéssica, e o que quero dizer quando digo que o final é interativo, é que assumimos o controle do Herói e dependendo de algumas ações ou respostas, o final que vamos ver vai ser alterado.

Depois do final podemos salvar e o jogo vai voltar exatamente antes da batalha final, nos dando a oportunidade de ver um final diferente sem ter que jogar tudo novamente. E quando zeramos pela primeira vez uma dungeon extra vai ser habilitada, e nessa Dungeon sabemos a verdadeira origem do Herói, além de conseguir um item para habilitar o verdadeiro final do jogo.

O jogo também possui algumas áreas secretas e totalmente opcionais espalhadas pelo mapa, com itens e inimigos formidáveis, para aqueles que buscam maior desafio. Algumas dessas áreas somente são acessíveis com uso de algum veículo específico, como o barco por exemplo.

E como extra, o jogo faz algumas homenagens aos títulos anteriores da série, como por exemplo a aparição do Torneko e do Ragnar de Dragon Quest IV, referências a Dragon Quest III e é claro o lendário Puff Puff, ainda que seja de uma forma bem engraçada.

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Parte Ruim

Muita coisa apenas como opcional

Não me entenda mal, é ótimo que um jogo tenha bastante conteúdo opcional, mas um dos pontos mais negativos que encontrei aqui, foi exatamente o fato de que conteúdo importante da história, era simplesmente opcional.

Por exemplo, o motivo do bobo da corte ter atacado o Castelo de Trodain, podemos ver apenas de forma opcional. É necessário conversar com um certo NPC em um determinado momento da história, para que ele conte o que aconteceu, mas se você não conversar com ele, nunca vai saber.

Outro exemplo é a própria origem do Herói, que só conseguimos saber se terminamos a side quest opcional que abre somente depois que terminamos o jogo. E isso sem falar dos sonhos que temos com Medea (a princesa cavalo) ao descansar em algum Inn ou indo falar com ela na fonte mística, que mostra mais sobre o passado e da relação entre os dois e que também é totalmente opcional.

E quando digo que é ruim que seja opcional, é porque o jogo não deixa sabermos exatamente se existe um conteúdo extra que estamos perdendo, muita coisa descobri sem querer, mas várias outras eu tive que depender de algum guia para saber que existia. Nenhum problema se fosse um conteúdo desinteressante, mas esse conteúdo agrega muito para história e deveria fazer parte da história principal.

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Mecânicas ruins

Dragon Quest VIII está longe de ser perfeito, então vou citar aqui algumas mecânicas que simplesmente são ruins.

O jogo no 3DS possui o áudio comprimido, ou seja, com menor qualidade para poder caber no portátil, além de ter problemas graves com delay de renderização. Para que não entende, o delay de renderização é quando você anda pelo mapa e os objetos vão surgindo do nada, obviamente é um problema proveniente pelo hardware fraco do 3DS.

Adicionaram uma side quest onde temos que tirar foto de várias coisas pelo mundo, o que é algo simplesmente chato e nada recompensador. O jogo também possui minigames vindo das versões anteriores, como o cassino, onde dependemos 100% da sorte e as mini medalhas, que é simplesmente chato de colecionar.

Existem algumas quests que somos obrigados a esperar um determinado horário do dia para que a quest se ative, e como não temos muito controle sobre o tempo, somos obrigados a esperar por muito tempo até que a quest seja finalmente ativada, o que é algo que sem dúvida poderia ter sido trabalhado melhor.

Na reta final do jogo, somos obrigados a recolher sete Orbs espalhadas pelo mundo (suposta homenagem ao Dragon Quest III), que é uma forma bem preguiçosa e mal implementada de estender o tempo de gameplay do jogo, já que poderia ser feita de uma forma muito mais inteligente, porque temos que voltar nos mesmos lugares que já passamos antes.

Existe uma mecânica chamada Psyche UP que acumula tensão a cada turno para dar um golpe mais forte, mas que no final das contas não faz muita diferença durante as lutas devido a outras mecânicas de anulação de status, se tornando uma habilidade legal mas dispensável.

Cada personagem tem várias skills que podem ser habilitadas utilizando pontos de habilidades. Ao todo são 4 árvores de habilidades, sendo 3 para cada tipo de arma que o personagem pode utilizar e 1 especial e única para cada personagem.

O ponto negativo disso, é que não existe ponto de habilidade suficiente para ativar todas as skills, e uma vez utilizado os pontos de habilidade, esses pontos não podem ser recuperados, então se escolher mal as habilidades, não tem como voltar atrás. E o outro ponto negativo é que as habilidades vinculadas a armas, só podem ser utilizados quando a arma daquele tipo está equipada. Se você investiu todos os pontos em habilidades de lança e está com uma espada equipada, não poderá utilizar nenhuma habilidade.

Por exemplo, no LVL 40, que perfeitamente possível terminar o jogo com este level, só é possível habilitar 2 árvores de habilidade de forma completa.

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Conclusão

RankA

Dragon Quest VIII é tecnicamente o melhor e o mais amigável Dragon Quest de todos, que apesar de começar um pouco lento, tem uma história simples onde o foco está no desenvolvimento dos personagens. Obviamente não é um jogo perfeito, mas com certeza até o momento é o Dragon Quest mais indicado para qualquer pessoa que deseja conhecer a franquia.

A Level-5 fez um excelente trabalho e com certeza este título vale a pena ser jogado.


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