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Rpg Tático para quem gosta de Grind

Se você curte um grind, bizarrice e ataques de cair o queixo, Disgaea 5 Complete pode ser exatamente o que você estava buscando.


  • Nome: Disgaea 5 Complete
  • Plataforma: Nintendo Switch
  • Lançado: 23/05/2017
  • Finalizado: 28/02/2019
  • Duração: 62 Horas


intro

Sempre escutei sobre a série Disgaea, mas particularmente nunca tinha jogado nenhum jogo da franquia, mesmo gostando de outros jogos táticos como a série Fire Emblem por exemplo.

Desenvolvido pela Nippon Ichi Software e lançado em Março de 2015 para o Playstation 4 no Japão, ganhou mais tarde, em Maio de 2017 a versão Complete, que vinha com todas as DLCs lançadas anteriormente para o Nintendo Switch. Também existe uma versão para Steam que saiu em Outubro de 2018, ou seja, só não joga quem não quiser.

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historia

O Overlord Void Dark está destruindo todos os planetas da dimensão dos demônios que são chamados de Netherworlds. Cada Netherworld é governado por um único Overlord.

O Overlord e pai de Seraphina, para salvar o seu Netherworld, ofereceu a mão de sua filha em casamento. Obviamente ela não gostou da ideia e por isso fugiu de casa no intuito de encontrar e derrotar o Void Dark para não ter que se casar com ele, afinal de contas, morto não casa.

Em sua jornada, ela acaba encontrando o Killia, que é um demônio bem poderoso que tinha contas a acertar com Void Dark, e juntos partem nessa aventura.

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Parte Boa

Um RPG tático competente

Apesar de ser escrachado e muitas vezes bizarro e sem noção, Disgaea é bem competente no quesito Rpg Tático.

Com uma variedade bem grande de classes (31 únicas e 26 genéricas), podemos recrutar monstros (21 no total), o que nos dá uma grande variedade de para escolher a nossa estratégia. O jogo também conta com mecânicas de combate bem peculiares, onde podemos agarrar um aliado ou inimigo, e lançá-los para encurtar ou adicionar distância no combate. Também temos os Team Attack, que é a chance de um aliado atacar com você, caso vocês estejam perto, podendo atacar até 4 personagens de uma vez.

Falando em ataques, todas as skills tem animações bem absurdas e legais e algumas até fazem referências a jogos como Resident Evil, mas tudo de uma maneira bem cômica e escrachada que não se deve levar a sério. Tudo é feito com sprites de alta resolução, o que dá um charme especial, além da excelente dublagem em japonês, que podemos escutar nas batalhas e nos diálogos importantes, mas também temos a opção de colocar o áudio em inglês.

Como o jogo se trata de vingança, temos uma barra de vingança que vai enchendo, e ao completar, podemos ativar uma habilidade bastante poderosa que pode transformar o nosso personagens por algumas rodadas e pode virar o jogo em um momento de dificuldade. Outra coisa absurda que dá pra fazer, é transformar um aliado em arma, e descer a porrada naquele inimigo poderoso.

Quando não estamos batalhando, ficamos em um Hub, que é uma espécie de base secreta, onde podemos passear entre os NPCs que nos vão ajudar a customizar várias coisas, inclusive podendo customizar o próprio Hub.

E falando em customização...

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Customização

Nesse quesito, Disgaea é um prato cheio. Podemos customizar armas, habilidades, skills, itens, etc etc etc.

Existem mecânicas únicas e bem interessantes, como por exemplo o sistema do Senado, onde você pode fazer propostas para entrar em votação, por exemplo: Quero poder escolher mais cores, ou quero o triplo de experiência por batalha, utilizar o poder máximo de Overlord. Sua proposta vai para votação e para ser aprovada você pode subornar os senadores, ou simplesmente deitar geral na porrada para convencer o teu ponto de vista.

Também existe a loja de cheats, que você pode aumentar ou diminuir as recompensas por batalha. O sistema de Squads, que você pode escolher se quer mais ataque, defesa, ou dividir experiência entre os membros. Cada compra que fazemos ou cada vez que vamos ao hospital, podemos aumentar o rank de cliente, e com isso liberando novos bônus, e várias outras mecânicas que é melhor você mesmo conferir.

Cada arma tem suas próprias skills, e podemos subir de level até o nível 9999, e os itens também podem subir de nível, trazendo status absurdos para o personagem, e se não está feliz com o resultado, pode abusar das mecânicas, resetar seu personagem, mudar a classe e voltar ao level 9999 em menos de 5 minutos, já que existem cenários pensados e criados para fazer exatamente isso.

Apesar de todas essas mecânicas, não se assuste, pois o jogo não depende de nada disso para ser terminado no modo normal. As mecânicas estão lá porque existem desafios onde temos que abusar dessas mecânicas para poder completá-los, mas tudo isso é opcional.

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Parte Ruim

Ninguém liga pra história

Pra mim, a história de um jogo é uma das coisas mais importantes, mas em Disgaea ninguém liga pra história, nem os próprios desenvolvedores ligam pra ela.

Tudo é contado de forma escrachada e sem noção, em uma narrativa simples e cheia de clichês, que até pode tentar dar alguma profundidade adicionando reviravoltas, mas por ter um formato de visual novel e poucas cenas animada, no fundo só estamos querendo pular todo o blablabla para concentrar em evoluir nossos personagens da maneira mais absurda possível.

O bom e o ruim disso, é que nenhum Disgaea tem ligação entre eles, ou seja, podemos começar de qualquer título que não faz diferença. Algum personagem de jogos anteriores podem aparecer nos jogos recentes, mas tudo não passa de cameos sem importância ou fanservice.

Exatamente por isso, muitas pessoas reclamam que os novos jogos de Disgaea são mais do mesmo com algumas melhorias ou mecânicas novas. Escolhemos uma missão no menu de missões, lutamos contra os inimigos, subimos de nível e repetimos o processo, sem realmente se envolver com o jogo. No final apenas queremos ver os números crescendo.

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Nada amigável

O jogo no geral, não se preocupa em ajudar os novos jogadores, e não explica quase nenhuma mecânica. Se você quiser explorar a fundo, vai acabar dependendo dos guias que a comunidade posta na internet.

Algumas coisas mudaram para pior, por exemplo, nos jogos anteriores ao resetar um personagem level 9999, ele podia aumentar ainda mais os status ao subir de nível de novo, mas no Disgaea 5 já não é assim. Para evoluir os status, dependemos de um minigame bem chato que funciona como uma espécie de jogo de tabuleiro, que além de ser super demorado, só podemos evoluir 1 personagem por vez.

Outro método para aumentar os status dos personagens, é utilizar o mundo dos itens. Ao entrar em um item, e ir passar os andares gerados aleatoriamente, vamos destravando bônus a cada 10 andares. O processo é tão chato e demorado, que provavelmente você vai desistir de tentar fazer isso em mais de um item.

E o problema é que sem os status, é impossível vencer o chefe secreto. Na verdade, mesmo com eles ainda é bem difícil. Então por um lado temos um jogo que não precisa de grind absurdo para ser terminado, mas por outro, se você quiser vencer o desafio final, o grind necessário para isso é excessivo, chato, repetitivo e demorado, fazendo não valer o esforço aplicado.

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Conclusão

RankB

Disgaea 5 Complete é um excelente RPG tático que não liga para a sua história, não se leva a sério, e oferece várias mecânicas para o jogador se sentir livre para jogar do jeito que quiser.

Ele pode não ser amigável o suficiente para ajudar novos jogadores, e com o passar do tempo, pode se tornar bem repetitivo e chato, mas ainda assim tem seu próprio charme e pode dar centenas de horas de jogatina para quem estiver disposto a enfrentar todos os seus desafios.


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 Sogoken
08/11/2020 
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